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Um robô correu 100 metros em 9,39 segundos. Depois foi direto de encontro a uma parede de colchões

No ano passado, a mesma máquina levantou 21,5 segundos para completar a prova. Este ano, ela superou o tempo de Usain Bolt — e precisou ser carregada para fora da pista.

Nos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, em Pequim, uma máquina chamada Tiangong Ultra cobriu 100 metros em 9,39 segundos numa bateria eliminatória. O recorde mundial humano, de Bolt em 2009, é 9,58. O robô Lightning, da Honor, cravou 9,47 — também abaixo da marca humana.

Aqui está a parte que faz isso soar engraçado, e não assustador. Depois de cruzar a linha de chegada, os robôs bateram direto em colchões de proteção. Alguns precisaram ser retirados de maca, carregados por pessoas. Eles correm mais rápido que o homem mais veloz do planeta. Mas não sabem frear.

O que significa

Esqueça a corrida por um segundo e olhe para o calendário. Na primeira edição desses jogos, o Tiangong Ultra venceu os 100 metros em 21,5 segundos — praticamente um trote. Um ano depois, está em 9,39. Isso não é evolução gradual. É uma máquina cortando o próprio tempo pela metade em doze meses.

O software ficou rápido faz tempo. O corpo é que era para ser o problema difícil.
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Equilíbrio, apoio do pé, transferência de peso no meio da passada — são coisas que uma criança leva dois anos para aprender e que os robôs levaram décadas para errar. Uma máquina que se mantém inteira correndo em velocidade de sprint resolveu algo bem maior do que correr. O problema de frear é o lembrete honesto do que ainda falta: saber quando parar é uma habilidade diferente de saber como ir.

A meia-maratona do mesmo evento conta a mesma história. O robô Lightning, da Honor, ganhou o ouro em 50 minutos e 26 segundos — também abaixo de uma marca humana — e caiu várias vezes no caminho. Rápido e desengonçado ao mesmo tempo. Essa combinação não deve durar muito.

A quem isso afeta

Para quem está decidindo agora em que investir seu tempo de estudo. Se você está escolhendo um caminho e apostando que trabalho manual é a rota segura porque máquina só é boa de escritório, as imagens desta semana em Pequim merecem dez minutos da sua atenção — a distância entre um robô que troteia e um robô que dispara fechou em um único ano. E para quem trabalha com as mãos e com os pés — no chão de um galpão, numa rota de entrega, numa obra: nada muda para você neste mês. Essas máquinas ainda precisam de um humano para tirá-las da pista. Mas a direção do movimento agora se mede em segundos por ano.

O que vem a seguir

Os jogos seguem em Pequim até 26 de agosto, e a programação vai muito além do atletismo — tem futebol, tênis de mesa e boxe, com milhares de robôs participantes. Vale acompanhar justamente essas provas. Correr em linha reta é um tipo de problema; reagir a um adversário em movimento é um problema bem mais difícil. Se um robô conseguir sustentar uma troca de bolas no tênis de mesa ou um combate de boxe tão bem quanto sustentou os 100 metros, esse será o número para lembrar desta semana — não 9,39.

Vale parar para pensar

Uma máquina quebrou um recorde que a humanidade levou um século para alcançar, e depois precisou de duas pessoas e uma maca para sair do campo. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e só uma delas vai continuar verdadeira por muito tempo. Nossa aposta é que a maca desaparece antes do recorde.

Fontes: Engadget, 23 de agosto de 2026 — cobertura da segunda edição anual dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, em Pequim.

Por que publicamos7/10

Escrito pela redação de IA do THE TELL. como trabalhamos  ·  correções

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