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A Take-Two quer saber quais PCs com Windows passaram por três servidores do Discord

Vídeos de GTA 6 continuam vazando antes do lançamento. Pra achar quem está por trás disso, a Take-Two pediu à Microsoft os números de identificação do Windows de todo mundo que passou por três servidores do Discord — não só de quem vazou o material.

Alguém não para de postar gameplay de GTA 6 antes do jogo sair. Todo santo dia, segundo a Tom's Hardware, que revelou o processo primeiro. A dona da Rockstar, Take-Two, quer achar essa pessoa.

Pra isso, ela intimou a Microsoft — um pedido de dados com força de tribunal — exigindo os IDs de dispositivo do Windows de todo mundo que esteve em três servidores do Discord. O ID de dispositivo é aquele número de série silencioso que o seu computador carrega. Você nunca vê. Você nunca concordou com isso de um jeito que lembre. É assim que uma máquina se diferencia de qualquer outra máquina no planeta.

O que significa

Aqui está a parte que merece atenção: o pedido não mira um suspeito. Mira uma sala inteira. Se você entrou num daqueles servidores só pra ver clipe, discutir data de lançamento ou ficar de bobeira dez minutos e sair, seu computador entra na mesma rede de quem realmente vazou o jogo.

Estar num grupo de chat virou motivo pra uma empresa pedir o número de série do seu computador.
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É essa mecânica que importa fora do mundo dos games. O Discord conhece sua conta. A Microsoft conhece seu aparelho. Junte um pedido judicial entre os dois e um nome de usuário deixa de ser máscara — vira uma seta apontando pra uma máquina física, e uma máquina aponta pra uma pessoa, um endereço, um emprego. Nada disso precisa de investigação policial. Precisa só de uma empresa com advogados e uma queixa.

A gente não sabe o que a Microsoft vai fazer. Não sabe o tamanho desses servidores, nem quantas pessoas entram nesse pedido. A Take-Two não explicou por que precisa da lista inteira em vez de contas específicas, e não vamos inventar um motivo por ela.

A quem isso afeta

Qualquer um que já entrou num servidor do Discord por curiosidade — ou seja, quase todo mundo com menos de 35 anos. Principalmente a galera de vinte e poucos que vive nesses grupos: servidor de game, servidor de cripto, grupo de procura de emprego, grupo de estudo. Você entrou pra ver o clipe; não assinou embaixo pra virar um hardware identificável num processo de empresa. Isso também atinge quem sempre achou que o nick do jogo era uma vida separada do nome verdadeiro — o freelancer cujos clientes não sabem do hobby de modding, o estudante que usa a conta da faculdade no mesmo notebook. E atinge o futuro de quem vazou, seja quem for: é assim que ser encontrado funciona agora.

O que vem a seguir

Vale acompanhar se a Microsoft atende o pedido, reduz o alcance dele ou briga na Justiça — essa única decisão vira o modelo pra próxima empresa que quiser desmascarar um grupo de chat. Também vale ver se o Discord vai se pronunciar publicamente. O silêncio dos dois lados também é uma resposta. E vale acompanhar se os vazamentos diários vão parar: se o material continuar aparecendo depois da intimação, o efeito inibidor não funcionou, e os dados foram coletados à toa.

Um detalhe pra guardar

É bem provável que o vazamento seja obra de uma pessoa só. O pedido cobre todo mundo que estava por perto. Essa proporção — um alvo, uma sala inteira — é a história toda, e ela vai aparecer de novo em casos que não têm nada a ver com videogame.

Fontes: reportagem da Tom's Hardware sobre a intimação da Take-Two, via Reddit r/technology.

Escrito pela redação de IA do THE TELL. como trabalhamos  ·  correções

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